O fim da era dos aplicativos como conhecemos está próximo?

Por Frederico Pinto, Head de Operações na Ekoá – Jogos e Gamificação

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Você já parou pra pensar que o fim dos aplicativos para celulares está próximo?

Se você nunca pensou nisso, pegue o seu celular agora mesmo, entre nas configurações e procure a quantidade de memória utilizada com a instalação dos seus aplicativos. Se você não é um heavy user o seu celular tem pelo menos 60% da memória indisponível por conta desses programinhas de celulares, sejam os nativos como agenda, ferramentas de gerenciamento de arquivos, aqueles das operadoras, seja pelos cobiçados e famosos como os das redes sociais, de entrega de comidas, streaming ou de transporte. Não importa o tipo de usuário que você é: um gamer, cinéfilo ou um executivo, os seus aplicativos dominam o seu smartphone.

“Mas meu celular é top de linha, ele tem sei lá quantos gigas e cartão de memória de sei lá mais quantos gigas”…

É claro que temos celulares com armazenamentos absurdos, processadores fantásticos, capazes de superar com certa tranquilidade até mesmo alguns notebooks em questão de desempenho. Mas temos a tal obsolescência programada, onde observamos que os sistemas operacionais dos nossos dispositivos não são atualizados eternamente, fazendo com que os usuários troquem de equipamentos de tempos em tempos, ou, como alternativa, desinstalem apps que considerem menos necessários.

“Ok, mas ainda não entendi porque seria o fim.”

Eu considero alguns pontos determinantes para mudar a era dos app como ela é hoje: a segregação entre plataformas, a evolução da tecnologia de transmissão de dados e o armazenamento na nuvem. E vou explicar, de modo sucinto, cada um deles. Vem comigo!

  1. O desenvolvimento especializado é muito custoso para as devsquads e isso onera o orçamento de uma pequena empresa que pensa em desenvolver o seu próprio aplicativo. Para o usuário final ainda é mais frustrante quando a experiência é diferente entre as plataformas ou até mesmo inexiste em alguma delas.
  2. Estamos às portas da internet mobile 5G, para pessoas da minha geração, essa galera que esperava dar 00h para utilizar a internet discada com um modem de 28800kbps, toda essa velocidade torna o tempo de resposta da rede algo realmente impressionante.
  3. Poucos anos atrás o armazenamento na nuvem era algo visto com desconfiança e hoje é uma realidade consolidada. Cada vez mais, aderimos à essa tecnologia não só para entretenimento vendo filmes ou ouvindo músicas em streaming, mas também para o trabalho onde acessamos os e-mails, editores de texto, planilhas e editores de imagem que permitem até o acesso de vários usuários para edição simultânea.

Estamos no limiar de uma nova mudança de paradigma, onde o armazenamento da nuvem e a evolução da banda larga convergem para um novo tipo de aplicativos, uma nova forma de experiência, onde a responsividade dos programas será muito mais importante do que a plataforma pela qual serão acessados, onde a única necessidade no smartphone será possuir uma “porta de acesso”, um browser capaz de navegar pela rede e acessar todo e qualquer tipo de programa que ele necessite.

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2019-08-27T12:23:39-03:00