Mysterium – Vá ao além!

Nosso grupo de estudos se reuniu mais uma vez e desta vez o jogo escolhido foi Mysterium, um jogo de origem polonesa sobre um assassinato misterioso. Durante o nosso encontro jogamos uma partida e depois realizamos uma análise do jogo em função das dinâmicas, mecânicas e componentes, e vamos trazer aqui para você o que mais nos chamou atenção.

Quem vos escreve é Fred Pinto e a análise foi feita em conjunto com Monclair Cammarota, César Domingos, Tairã Rabelo e Gustavo Santos.

O jogo tem como objetivo principal desvendar um assassinato, descobrindo o autor, o local e o objeto utilizado no crime. Até aí o jogo se assemelha ao famigerado Detetive, mas as semelhanças ficam por aí.

Assim que abrimos a caixa do jogo e tiramos os primeiros componentes já temos o gostinho do quão encantador este jogo é, o ambiente sombrio é revelado logo na arte da caixa e cada componente como tokens, cartas, biombo, contador de rounds, ampulheta, carrega nos seus detalhes um pouco deste ambiente, complementando a atmosfera de suspense.

Nas palavras de César Domingos, designer de gamificação, “A narrativa é o que chama a atenção do jogador, por exemplo: vamos jogar aquele jogo de zumbis” e neste quesito Mysterium manda muito bem, com uma história ambientada nos anos 20, em um clima soturno envolvendo mistério e ocultismo.

Mysterium se passa dentro de uma mansão amaldiçoada, onde reside o fantasma do último morador que foi assassinado de modo trágico e, agora, um grupo de médiuns deve descobrir, em 7 noites, como o fantasma foi assassinado para, assim, quebrar a maldição e liberar o fantasma para que ele descanse em paz.

Um jogador assume o papel do fantasma e no momento que o faz não pode mais se comunicar com palavras, mas cabe a ele dar dicas para os demais jogadores, que interpretam um grupo de investigadores mediúnicos, desvendem o mistério. O fantasma se comunica com os investigadores através dos sonhos e esta dinâmica é materializada por cartões com ilustrações, diga-se de passagem, lindíssimas. Cada médium deve utilizar a carta que recebeu para associar a algum elemento do crime: autor, local e arma, mas cada um a seu tempo.

O jogo é totalmente colaborativo, ou seja, tanto fantasma quanto médiuns devem colaborar uns com os outros se quiserem avançar, e a evolução é marcada por turnos tanto do ponto de vista da jogabilidade, quando todos os jogadores devem fazer a sua jogada antes de se encerrar o tempo da ampulheta, como na narrativa, com o passar das noites.

O progresso é realizado de forma individual, mas todos os médiuns devem conseguir progredir para que o jogo avance para a próxima fase, que só é liberada caso cada médium desvende o crime que lhe cabia. Essa mecânica de desbloqueio de marco instiga, nos jogadores, uma ânsia por acertar e fazer com que o outro também acerte, a ansiedade cresce à cada rodada na expectativa do que virá pela frente.

A subjetividade é marcante em Mysterium, uma vez que os jogadores devem deduzir qual a relação que o fantasma estabeleceu entre as cartas e cada elemento do crime em questão. As imagens nas cartas representam sonhos e, portanto, apresentam toques de surrealismo, o que evidencia o lado subjetivo da dinâmica. Todas as cartas de sonhos recebidas ficam sobre a mesa, e cada médium pode ajudar o outro no melhor palpite, contudo é possível estabelecer um voto de confiança ou colocar em cheque a opinião de outros médiuns, utilizando tokens. Desta forma acumula-se pontos que podem facilitar a próxima fase do jogo.

Na ocasião relatada, o nosso grupo de médiuns não conseguiu evoluir para a segunda fase, o que inicialmente foi frustrante, mas instigante o suficiente para querermos uma segunda partida, contudo não havia tempo hábil. Ainda assim, para questões do artigo o nosso GM nos explicou como funciona a segunda parte do Mysterium e isso aumentou a ânsia de jogar novamente, mas não iremos quebrar as expectativas e quem sabe não jogamos uma partida juntos para alcançar a próxima fase?

Uma das mecânicas que aparecem de forma opcional é a de roleplay, ou seja, a possibilidade de interpretação dos personagens dentro da narrativa do jogo, segundo Tairã, muitos frenquentadores da Ludoteca são estudantes de artes e fazem uma verdadeira encenação durante a partida, até mesmo criando pequenas regras internas para o andamento do jogo. E vislumbrando esse cenário, é sim muito interessante e pode deixar o jogo até mais divertido.

Por fim, como muitos dizem, Mysterium tem uma mistura de Dixit e Detetive, unindo o melhor dos dois mundos em uma narrativa singular, o que o torna um jogo único com uma rejogabilidade alta. Poderíamos descrever muito mais sobre este exemplar,  e quem sabe escreveremos se voltarmos a jogá-lo e passarmos para a próxima etapa?

E você, já jogou Mysterium? Concorda com a nossa análise? Deixe o seu comentário aqui.

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2020-08-07T17:40:01-03:00