Por que Devemos Gamificar a Educação?

“Por que Devemos Gamificar a Educação?” por Eduardo Aquino, estagiário de Marketing e criador de conteúdos na Ekoá – Jogos e Gamificação

A educação e o processo educativo são a base da formação de cidadãos, além de ser um direito e uma necessidade de qualquer ser humano inserido em uma sociedade. Disso sabemos. Mas também sabemos que, nosso processo educativo nem sempre é efetivo para todos os alunos. Pessoas aprendem de diferentes formas. E com a constante evolução que estamos passando tanto no mundo, quanto na educação, percebemos que outros métodos na educação vem se fazendo mais eficientes do que o processo educativo formal e tradicional. Um desses métodos que vêm sendo cada vez mais recorrentes e tendentes é o de gamificar a educação.

A gamificação na educação não é algo novo. O termo é recente, mas a prática já não é novidade. Dar estrelas douradas aos alunos do ensino infantil que se destacam nas atividades desenvolvidas em sala, por exemplo, já segue uma base da gamificação. A recompensa distribuída para os alunos, gera uma motivação extrínseca e um engajamento maior por parte dos alunos, que faz com que os alunos se esforcem mais para atingirem o status e o reconhecimento de terem uma estrela dourada. Com o simples ato de dar uma estrela para os melhores alunos, já se percebem vários elementos da gamificação:

Desafios, Conquistas e Missões: Os alunos que ganham as estrelas douradas são os alunos que cumprem as missões e os desafios da professora com destaque. A cada conquista, uma recompensa.

Recompensa: A própria estrela dourada é uma recompensa. O status e o reconhecimento por parte da professora, dos alunos e dos pais do aluno recompensado, também podem ser consideradas recompensas decorrentes deste processo.

Pontos: As estrelas podem funcionar com uma espécie de pontuação. Quanto mais estrelas, maior a pontuação do aluno em relação aos demais.

Progressão: através do sistema de pontuação, os alunos, o professor e até os pais do aluno podem acompanhar sua progressão durante o processo de ensino. Desse acompanhamento se tem uma percepção do que se deve mudar, do que se deve continuar fazendo e do que se deve melhorar.

Feedback Instantâneo: As estrelas são recompensas que representam um feedback. Se você recebeu uma, é porque fez um bom trabalho. Se não, precisa melhorar. A forma mais simples possível de um feedback. 

Competição: A distribuição de estrelas desenvolve um espírito competitivo saudável entre os alunos. Todos querem o status de terem o máximo possível de estrelas douradas, fazendo com que todos queiram melhorar a ponto de se tornarem o “barão das estrelinhas”. 

Ranking: Com o acúmulo das estrelas, se percebe também um sistema de ranqueamento. Os com mais estrelas estão nas primeiras colocações da sala, enquanto os que têm menos, estão mais embaixo no ranking. 

Esse é apenas um exemplo simplificado de como a gamificação e a educação andam de mãos dadas. Uma simples alteração no ensino tradicional, inserindo elementos simples e deixando o processo mais divertido, faz com que o ecossistema da sala de aula mude completamente. Os alunos ficam mais estimulados a fazerem melhor e se engajam no processo educativo com muito mais facilidade. 

Não só a gamificação nos permite gerar essa motivação nos alunos, ela também ajuda-os a desenvolverem competências e habilidades que possivelmente não seriam desenvolvidas se o processo educativo fosse abordado de maneira tradicional. Algumas dessas competências e habilidades desenvolvidas, por exemplo, são: trabalho em equipe, espírito de liderança, facilidade em resolução de problemas, pensamento crítico, competitividade, entre muitas outras. Cada atividade gamificada pode desenvolver diferentes habilidades e competências nos alunos, tudo depende de qual o objetivo da atividade e quais estratégias você vai usar para atingir os alunos. 

Bom, agora que sabemos que essa estratégia não é nenhuma novidade na educação, podemos perder o medo e adaptarmos isso para nossa realidade em sala de aula. Diversos estudos apontam que criar esse ambiente lúdico e mais descontraído em sala de aula, tornam esse ambiente, de fato, mais atraente para o aluno. A transição do ensino formal para o ensino gamificado permite a maximização e potencialização do ensino, novas oportunidades de aprendizado e deixam os alunos com mais fome de aprender e evoluir como um personagem do jogo, além de desenvolverem essas habilidades e competências socioemocionais. Isso mostra que, cada vez mais, a gamificação está deixando de ser uma tendência na educação e se tornando uma necessidade no processo educativo. Um ano novo acaba de começar, é uma nova oportunidade para você gamificar e revolucionar sua aula. Portanto, professor, gamifica aí, sem medo!

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2020-08-07T17:33:53-03:00