Laboratório de Gamificação: Uma experiência gamificada!

Por Eduardo Aquino, estagiário de Marketing e criador de conteúdos na Ekoá – Jogos e Gamificação

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Em Fevereiro, mais especificamente no dia 07/02, rolou a última edição do Laboratório de Gamificação da Ekoá, no Nauta Space, aqui em Brasília e estou aqui falar sobre essa experiência incrível! 

Normalmente, não sou um entusiasta em acordar cedo e a produtividade normalmente é mais baixa do que em qualquer outra hora do dia. Mas, nesta sexta, foi diferente. Cheguei e saí do evento muito entusiasmado com os papos que eu bati, com os insights que tive sobre a gamificação e de como aplicar esse modelo em diferentes níveis e contextos na minha vida para deixá-la mais fácil, lúdica e divertida. 

Primeiramente, gostaria de destacar que a dinâmica do lab já é muito bacana mesmo antes do evento começar. Depois de feita a inscrição, um e-mail é enviado para os participantes com a primeira missão no dia do evento: chegar na hora. Já percebi de cara que era uma gamificação e pensei comigo: “Genial. Um laboratório de gamificação em que o evento é todo gamificado.”. Fiquei inegavelmente mais animado só de pensar que não seria um lab convencional e que eu estaria fazendo parte de uma dinâmica gamificada no próprio evento.

Cheguei na hora e completei minha primeira missão. Com minha primeira missão completa, recebi um envelope com meu catalisador de poder, que funciona como uma forma de monitorar minha progressão ao decorrer do game, quero dizer, evento. E mais, uma nova missão. Quando vi que os outros participantes já estavam interagindo e cumprindo o segundo desafio, não pude ficar para trás. E nessa interação inicial, meio que sem perceber, já formamos os nossos grupos e trocamos várias experiências. Trocamos figurinhas, no sentido literal mesmo, para completarmos o segundo desafio. 

No decorrer do lab, nós “evoluímos” de nível no game, deixando o catalisador cada vez mais perto de ser completo. Mas, também evoluímos em conhecimento e compreensão sobre gamificação. Esse processo ficou muito mais fácil com a ajuda de Monclair Cammarota, CEO da Ekoá, ele foi nosso mediador e orientador no lab. A parte teórica é toda com ele, e foi crucial para nos ajudar a desconstruir conceitos precipitados que tínhamos sobre gamificação, expondo as diferenças entre um jogo comum e uma gamificação. Usando metáforas sensacionais e mostrando cases de sucesso, ele não só nos ajudou a absorver os conceitos corretos, mas também promoveu engajamento entre nós, participantes. Engajamento que nos motivou a produzir o máximo possível na parte prática.

Tantas referências, exemplos e metáforas nos motivaram muito a desenvolvermos essa parte mais dinâmica do lab: nossa gamificação em grupo, que rolou logo depois do papo com o Monclair. A partir daí, o processo foi mão na massa e a parte mais encantadora do lab. Montar a gamificação é muito divertido, ainda mais participando de uma ao mesmo tempo. Todos os grupos fritando e trocando ideias e experiências para montar uma gamificação visando solucionar problemas dos nossos próprios ambientes de trabalho. 

O meu grupo, por exemplo, idealizou uma gamificação para otimizar o processo de onboarding de jovens aprendizes no Hospital de Base. Nós idealizamos um game para os jovens aprendizes montarem uma rede social do Hospital, em que cada setor da empresa se tornaria um grupo ou fórum dentro desta rede social. Dentro desse fórum, eles deviam montar os perfis de cada funcionário do setor. O objetivo dessa gamificação é aumentar a taxa de contratação dos jovens aprendizes para 40%. Atualmente, somente 10% dos jovens são contratados efetivamente. Isso porque os aprendizes quase nunca cumprem os dois anos necessários para a efetivação por não se identificarem com a empresa ou não se relacionarem tão bem com outros funcionários. Toda a idéia do nosso game estava voltada para motivar a integração e pertencimento organizacional do nosso público alvo, a fim de melhorar o ambiente de trabalho e deixá-los confortáveis com as relações estabelecidas neste ambiente. E que forma melhor de fazer isso do que conhecendo todo os colegas de trabalho, montando os perfis deles e entendendo todas as áreas da empresa ao montar os fóruns? Isso enquanto a temática era de rede social, um assunto dominado por jovens, que, como eu, nasceram no geração Z. 

Toda a dinâmica foi feita com a ajuda de um Canvas de gamificação desenvolvido pela Ekoá que mostrou o caminho para desenvolvermos nossa ideia e nos foi premiado ao final do lab. E claro, com a valiosa ajuda do Monclair. Eu, que ainda sou novo no assunto, saí me sentindo um designer de experiências gamificadas e muito engajado. Coisa que é incomum em uma manhã, para mim. 

Toda contextualização teórica foi muito inspiradora e engajadora, fundamental para nos sentirmos confiantes para desenvolver a parte mão na massa e nos motivarmos a dar os primeiros passos para montarmos gamificações que vão revolucionar nossas vidas, seja no trabalho, seja na vida pessoal.

Eu, por exemplo, sou músico. E como músico tenho muita dificuldade de organizar meus lançamentos, elaborar estratégias para lançamento e divulgação e, ainda, fazer o acompanhamento de como o meu produto, no caso, a música, está rendendo, em números, nas redes sociais e nas plataformas de streaming. Durante o lab, pensei em várias formas de como gamificar esses processos e facilitar minha vida como artista, além de deixar todo o processo chato que envolve a divulgação e monitoramento da minha arte, muito mais divertido e engajador. 

A questão é que esse lab vai mudar minha vida. Garanto isso! Entrei como um leigo no assunto e saí um entusiasta. Isso porque eu vi, na prática, como a gamificação tem o potencial de revolucionar alguns aspectos da minha vida pessoal e profissional. Sou convicto de que a taxa de contratação dos jovens aprendizes do hospital de base iria alavancar, apostando que a gamificação do meu grupo fosse implementada. E não tenho dúvida de que meus lançamentos como artista, vão surtir o efeito que eu espero com a gamificação que estou bolando. Isso porque, depois do lab, eu acredito no processo de gamificação como uma ferramenta não tradicional capaz de mudança, além de promover engajamento e contribuir para mais diversão e efetividade em qualquer ambiente.

A próxima edição do Laboratório de Gamificação será, pela primeira vez, totalmente online. Acompanhe nossas redes sociais para ficar por dentro dessa grande novidade que vai revolucionar o Lab de Gamificação Ekoá!

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2020-04-28T16:42:58-03:00