Saiba quais os quatro cuidados essenciais para lidar com dados de evento online.

Se você assistiu ao documentário “O Dilema das Redes” ou à série “Black Mirror”, e ficou aflito com as hipóteses dos roubos de dados e com o quanto isso pode ser problemático, do ponto de vista humano e também das relações de consumo, atenção: sua preocupação procede.

Mas calma, sem surtos! Justamente neste ano, mais precisamente no dia 18 de setembro, foi aprovada a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – mais conhecida como LGPD, que regula, entre uma série de outras coisas, as atividades de tratamento de dados pessoais.

Na prática, a LGPD regulamenta a coleta, o tratamento e a eliminação dos dados pessoais, e institui penalidades severas pra o seu descumprimento. Com isso, qualquer informação que possibilite a identificação da pessoa titular do dado, está protegida pela LGPD, como o nome, RG, CPF, gênero, endereço, imagem, localização por GPS, impressão digital, raça, opção sexual, e-mail, prontuário de saúde, placa de carro, e até mesmo hábitos de consumo e preferencias de lazer. Se o dado possibilitar a identificação da pessoa de alguma forma, será considerado dado pessoal, conforme descrito na lei. E aí já viu, né? Problema na certa!

Se Neo (Keanu Reeves) conseguiu, em 1999, salvar a humanidade do domínio da grande Matrix, sem nenhum respaldo jurídico, a partir desse ano, com o auxílio da lei, e com estratégias de gamificação, podemos te salvar de grandes “perrengues” com quatro cuidados essenciais que se deve ter com dados de um evento online. Confira:

  • A Gamificação como aliada

É bem provável que você esteja pensando: “Era só o que me faltava: mais uma lei para encher o meu saco! Como isso prejudica minha estratégia de divulgação?” Fique tranquilo! Temos ao nosso lado as estratégias de gamificação, isto é, a prática de aplicar mecânicas de jogos em diversas áreas, como negócios, saúde, vida social e, inclusive, eventos. O principal objetivo é aumentar o engajamento e despertar a curiosidade dos usuários e, além dos desafios propostos nos jogos, na Gamification as recompensas também são itens cruciais para o sucesso. É possível por meio desta plataforma sistematizar ao dados, de modo que haja controle das informações de todos os envolvidos no evento digital: do público em si, aos convidados, palestrantes, expositores e fornecedores, por exemplo.

  • As regras do jogo mudaram!

Captar e utilizar dados pessoais agora dependem de bases legais para o tratamento de informações fornecidas pelos seus leads (leitores/consumidores). Então, se você quer gamificar do jeito certo, saiba que o consentimento do titular (lead) e o legítimo interesse dele são requisitos obrigatórios por lei. Mas, aí, você pensa: “Legal, só não entendi nada”.

Bom, seus leads têm que aprovar o termo (disponibilizado de forma didática, hein!) que autorize que a divulgação do seu evento seja feita por emails promocionais ou qualquer plataforma de divulgação. Certifique-se de que você faz uso de uma plataforma que segue estas regras à risca. Ah! Outra coisa: é mais do que necessário ter um termo sem pegadinhas, beleza?

  • Consentimento livre!

Importante ter noção das regras! Se você quer divulgar uma palestra sobre “Educação à distância”, por exemplo, e dispõe de autorização do público-alvo para enviar conteúdos que envolvam este assunto, então pode ficar tranquilo! O fluxo está redondo!

Mas se quiser empurrar “outro eventinho”, sobre algo totalmente diferente, usando o mesmo lead, sem o legítimo interesse e consentimento dele, corra, que é sinal de fogo no parquinho! Problema na certa.

  • Gestão de riscos e falhas!

Recebeu os dados com consentimento, mas, por algum motivo, as informações vazaram?! A LGPD deixa bem claro que quem gera base de dados pessoais terá que redigir normas de governança e adotar medidas preventivas de segurança, além de ter que elaborar planos de contingência e resolver incidentes com agilidade. Para isso, existem órgãos como a ANPD – Autoridade Nacional de Proteção de Dados –, que deve ser imediatamente notificada, como também os indivíduos afetados, caso ocorra o vazamento dessas informações.

É essencial ter um plano B, por isso, gamificar é mais que essencial. Se trata de elaborar uma estratégia eficiente para que a sua equipe esteja pronta e alinhada internamente para lidar com gestão de crises.

Trocando em miúdos, a LDGP é uma regra para todos! Nos insere em um cenário de segurança jurídica válida, mas temos que saber agir do jeito certo!

Mas e aí, as regras ficaram mais claras pra você? Entender o juridiquês não é pra qualquer um. Por isso, busque mais informações, converse com especialistas e, principalmente, fique ligado nas nossas próximas sugestões! Estamos ao seu lado para que, juntxs, promovamos um evento digital redondo e que faça sentido para as pessoas.

A Ekoá Jogos e Gamificação tem como propósito elevar a realidade das empresas colocando as pessoas no centro da experiência.

Criamos experiências que fundem o mundo físico e o digital de forma a promover o engajamento e atingimento de objetivos corporativos.

 

 

 

 

2020-11-12T14:22:59-03:00