Mecânicas de gamificação para o engajamento de seu público!

Ao contrário do que se imagina, produzir um evento online engloba mais do que pensar em um público específico, plataformas funcionais e horários com maior visibilidade. É necessário ter referências! Os curiosos ligados nos “trending topics”, que querem saber de onde saiu o termo “gamificar”, e deduzem que venha de “game”, estão certos. Todavia, mais do que um termo, a gamificação é uma estratégia que produz participação efetiva do público.

Imagine que você tenha um sobrinho mais novo viciado em jogos online grátis, e que ele passe o dia sentado, rindo para a tela do PC, mas não aguenta 60 minutos de aula online. Realmente, o caráter lúdico dos jogos atrai mais do que os livros. Acontece que a boa notícia é que há gente que uniu o útil ao agradável e bolou uma forma de aplicar as mecânicas usadas em jogos na estruturação de eventos online. Para isso, trouxemos para você oito bases de um framework de gamificação, chamado octalysis, que categoriza mecânicas usadas em jogos, situando-nos quanto ao funcionamento e à elaboração de uma estratégia eficiente de gamificação.

A ideia é conhecer um pouco mais do que norteia a lógica destas mecânicas para ampliar a participação e a aderência do público em eventos online.

A 1° base: Significado Épico!

Pense que muitos jogos são bolados para inserir um usuário em um mundo mitológico, onde ele faz parte de um significado de poder. Dentro desse significado, existem as divisões de: Elistismo, Cocriador e o Significado Maior. O primeiro é o que revela de fato o significado épico; é a ação que mobiliza um valor intrínseco, aumentando o orgulho dos participantes, fazendo com que as pessoas de fora conheçam o jogo e desejem entrar nele. O segundo, “Cocriador”, revela que o jogo permite que o jogador participe da criação de um conteúdo gerado para a comunidade. Por intermédio dele, mais pessoas se motivam a se tornarem criadores quando percebem que seu material produzido possa ser compartilhado. E, finalmente, o “Significado Maior”. Imagine que um player está salvando o mundo ao progredir com a narrativa da gamificação. Nem sempre o significado épico precisa ser fantasioso, eles podem proporcionar troféus na vida real de seus participantes.

A 2° base: Empoderamento da Criatividade e Feedback!

Se você já jogou um Super Mario, deve se recordar de ganhar vidas para não morrer de vez e zerar a fase toda hora. A lógica do “Feedback”, dentro dos jogos, é feita para inserir ferramentas de desbloqueio de marcos, mecânicas autossuficientes e combos em cadeia. Vamos primeiro ao desbloqueio de marcos. Aliás, eles são ótimos para dar ritmo à gamificação, e tornam-se referências para o jogador, como um elemento participativo para chegar no alvo e desbloquear algo de seu interesse. Agora, as “mecânicas autossuficientes” são itens ou ações que possuem um conjunto de combinações infinitas customizáveis pelo usuário. Para o jogo, é importante que a ação da mecânica autossuficiente dê ao player a liberdade de criar coisas novas a partir do material fornecido inicialmente, sem precisar de intervenções dos criadores originais. E claro, os “combos em cadeia” são uma progressão de ações que, somadas, produzem um efeito maior. Em um jogo como Mario Bros, os combos em cadeia mostram-se quando o jogador “morre” e volta para o começo da fase, ou seja, os combos em cadeia servem para que o jogador dê uma perdidinha, mas consiga recuperar as rédeas de forma relativamente simples e divertida.

A 3° base: Influência Social!

Em um mundo onde plataformas como Instagram e Youtube formam influencers digitais com grande engajamento, não é difícil imaginar que não exista uma cota para gamers engajados. Dentro da Influência Social estão as dinâmicas de missões em grupo, economia do agradecimento e mentoria. Missões em grupo servem para mostrar que DIY não é só para artesanato, já que nos jogos as “missões em grupo” carregam o fator social, onde o foco é que todos integrantes do grupo construam ações claras e indispensáveis em conjunto para o sucesso da missão. O foco é agir de forma didática e acessível, mesmo que alguém tenha que bolar um tutorial para ajudar sua equipe. Então, depois de formada uma ação em conjunto é importante pôr em prática a “economia do agradecimento”. Dentro de um game, o segredo da harmonia é fazer partidas dinâmicas, não competitivas! O molejo dos criadores é saber gerar a generosidade e cuidado recíproco entre os usuários. Para esta mecânica funcionar, muitos criadores de jogos se preocupam em fazer com que os próprios participantes reconheçam uns aos outros para aumentar sua interação. E para fechar o ciclo de influencers, existe o ator da “mentoria”, que é mobilizado pelo jogo com o intuito de preparar um jogador mais experiente para que ele possa ajudar um novato a cumprir seus objetivos. Para a influência social ser eficaz é importante criar vínculos! Nos jogos, participantes mais assíduos podem ser mentores de dinâmicas, desde que sejam validados pelos outros participantes e não necessariamente impostos a eles.

A 4° base: Curiosidade!

A curiosidade fomenta as oportunidades! Dentro de uma estratégia de gamificação é importante trabalhar com mini quests, easter eggs e o chamado efeito oráculo. Começando por “Mini Quests”, este é um recurso que gera boas alternativas para dar pontos adicionais aos gamers, além de quebrar a rotina do jogo. Basicamente, são pequenas missões não essenciais que podem ser completadas gerando um mini clímax de interação durante uma partida. Lembrando da Páscoa e dos ovos escondidos das crianças, surgem os amados “easter eggs”. Ou seja, dentro dos jogos podem existir surpresas novas e agradáveis que fazem referência a algo familiar ao jogador. Portanto, ativar a memória do jogador a algo conhecido ajuda a inseri-lo no “efeito oráculo”, uma mecânica da gamificação que gera expectativa nos participantes e pode ser associada à narrativa do jogo ou a recompensas futuras.

A 5° base: Esquiva!

Pessoas podem se estranhar e brigar durante uma partida. Logo, criadores de jogos se prepararam para o gerenciamento de crises, com o uso de uma mecânica chamada “esquiva” e suas aliadas: perda de progresso, chapéu da vergonha e cova visual. Primeiro, executam a mecânica de “perda de progresso’’. Estrategicamente, um jogo precisa de checkpoints no percurso para que o jogador não perca totalmente seu progresso e, assim, se desmotive a tentar de novo. Então, subtrair ou zerar o progresso que o usuário investiu tempo para alcançar podem dinamizar conflitos entre os usuários. Segundo, no chapéu da vergonha, pessoas possuem diferentes opiniões. Logo, algo desagradável e visível para toda uma comunidade pode surgir como resultado de uma falha ou mau comportamento. Essa ferramenta possibilita que o participante mau comportado consiga se “redimir” e perder o status de vacilão. E por fim, a “cova visual”, que nada mais é do que uma mecânica de refrigério. Basicamente, são mensagens que aparecem em momentos “ruins” de uma dinâmica, uma espécie de saída bolada para um alívio cômico relacionado ao jogo.

A 6° base: Escassez!

Essa base é muito importante, pois na gamificação é necessário o uso de dinâmicas de compromisso, contagem regressiva e o the big burn. Para exemplificar as dinâmicas de compromisso, pense em um tipo um período de espera, com uma duração pré-estabelecida, para que algo aconteça. Estrategicamente, um jogo precisa de um compromisso firmado com os participantes que traga algo importante para o avanço deles. Já a contagem regressiva, se trata de ter literalmente uma contagem regressiva, que nem sempre precisa ser de tempo. Podem ser vagas, produtos, pontos, etc. Lembre-se dos jogos de luta em árcades. Nesses jogos, era comum, depois que o jogador perdesse uma partida, aparecer uma contagem regressiva para que ele inserisse outra ficha, antes de perder a chance de continuar jogando. E por último, mas não menos importante, a mecânica the big burn, em resumo, é onde o usuário pode gastar rapidamente uma grande parcela de recurso em troca de um benefício instantâneo. Para exemplificar o recurso, pense que o “combustível” no ambiente de trabalho são as horas trabalhadas, podendo ser trocadas por folgas ou outros benefícios.

A 7° base: Sentimento de Dono!

Gamificar é usar de elementos não óbvios. Para isso, existe a mecânica de “sentimento de dono” e suas ferramentas: bens virtuais, construir do zero e avatar. Primeiramente, é importante trabalhar com “bens virtuais” para o engajamento do público. Basicamente, quando adquiridos, podem ser colecionados, exibidos ou trocados. Eles dão maior valor para os participantes, unindo isso a “construir do zero”, onde criadores analisaram que pessoas tendem a se importar mais com coisas nas quais elas investiram tempo em criá-las. Quando além de criar, os gamers são convidados a cuidar de suas criações, o engajamento deles se mantém por um período maior. E, por último, o “avatar”, isto é, um personagem personalizado que interage com o enredo da gamificação. Eles possibilitam a exibição de identidades e impulsionam a coragem! Quanto maior a possibilidade de customização, maior a conexão que o participante terá com seu avatar, aumentando o senso de pertencimento na gamificação.

E, finalmente, a 8° base: Realização

O sentimento de ser completo e realizado é o grande objetivo da gamificação! A base da realização se constitui de: pontos, barra de progresso e efeitos de aura. Pense como um jogador que quer conseguir a vitória para a sua equipe. O primeiro objetivo de um competidor é conseguir pontos. Eles geralmente são utilizados em conjunto com Medalhas e Rankings. Juntas, estas mecânicas formam o PBL (Points Badges and Leaderboards), a mais comum forma de gamificação. Depois, imagine na sua barra de progresso, um avanço visual como resultado da finalização de um passo a mais, em prol do objetivo. E por fim, nos efeitos de aura, mecânicas de gamificação partem do pressuposto de público e interação. Logo, ações e esforços de um participante beneficiam outros. Esta mecânica final, além de funcionar como uma ajuda no progresso de jogadores, também serve como uma ótima ferramenta do Drive de Influência Social e Pertencimento.

Notou estes segredos que, embora visíveis, poucos enxergam-nos de verdade? Apostamos que você e seu sobrinho do início desta história nem imaginavam que existiam tantas mecânicas feitas para engajar o público de modo tão eficiente. Agora que você sabe como são analisadas as interações e os feedbacks, que tal contratar uma equipe munida das mecânicas de gamificação para o engajamento do
seu evento?

Produção de Conteúdo:
PROTIVA COMUNICAÇÃO
Texto: Sarah Farias
Revisão e Edição: Flávio Resende
Data: 20/11/2020

A Ekoá Jogos e Gamificação tem como propósito elevar a realidade das empresas colocando as pessoas no centro da experiência.

Criamos experiências que fundem o mundo físico e o digital de forma a promover o engajamento e atingimento de objetivos corporativos.

 

 

 

 

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