Seus eventos on-line são tão chatos quanto uma aula

Há coisa pior do que participar de um evento monótono e sem interação? No ano passado, durante a pandemia, multiplicaram-se os eventos no formato digital, mas poucos tiveram a preocupação de criar um ambiente online realmente atrativo. A proposta, para mudar esta realidade, é sempre utilizar elementos de interação para que o espectador vire o protagonista.

Na tentativa de que o participante, de fato, protagonize o evento (e o design de eventos muitas vezes é um laboratório de experimentação onde vai haver tentativa, erros e acertos), normalmente colocamos os participantes para interagirem de três formas globais: (1) com a interface, (2) com os palestrantes e (3) com outros participantes.

Sete dicas para tornar o seu evento mais atrativo

Para facilitar a sua vida, listamos sete dicas para tornar o seu evento mais atrativo:

(1) Perguntas provocativas onde o palestrante leia algumas das respostas no chat da transmissão ou da plataforma (já vimos até palestrante guiando uma mini-meditação e os relatos foram bem legais);

(2) Uso de uma narrativa lúdica: um chamado para uma aventura soa mais interessante do que um convite para um evento online;

(3) Competição: o ser humano é instintivamente competitivo, tanto que a maioria dos esportes de massa institucionalizados até pelos governos é competitiva (futebol, atletismo, basquete, MMA, etc). Seja uma gamificação complexa, seja uma dinâmica de grupo virtual, pequenas competições dão o “clique” para que o participante saia do estado de espectador e assuma seu protagonismo;

(4) Colaboração: o que o ser humano tem de instintivamente competitivo, tem também de colaborativo. A montagem de grupos a fim de alcançar um objetivo específico (seja ele lúdico ou concreto) também dá o tal “clique” motivacional. Combinar a competição e a cooperação tem mais chance de abranger pessoas com estilos diferentes de modelo mental;

(5) Recompensas: ao criar uma jornada com desafios, dinâmicas e mecânicas de jogos é importante ter noção de um conceito chamado Estado de Vitória, ou seja, o momento em que o participante sabe que atingiu o objetivo esperado. Nesse instante, é a hora de recompensá-lo por toda a energia que ele investiu no seu evento. Recompensas não precisam ser “coisas” ou bens materiais. Podem ser um status (ex: passa a ser chamado de Desafiante Mestre pelos organizadores) , um acesso que é restrito (ex: bolsa em um curso pago) ou mesmo uma publicação com a foto da pessoa nas redes sociais oficiais do evento;

(6) Desafios: os desafios podem ficar estáticos numa vitrine de desafios ou podem ser liberados aos poucos pelos organizadores, mas são pequenas missões que o participante precise interagir com outros participantes, compartilhar um print da palestra nas redes sociais ou dizer como se identifica com o tema do evento (esses são alguns exemplos, experimente algumas ideias novas);

(7) Temas relevantes: trazer temas pelos quais o público alvo do evento se interessa. Você pode descobrir isso conversando com as pessoas, seja por um formulário de pesquisa ou uma simples enquete no Instagram.

Mas o que, na prática, difere um evento online de uma aula? Semanticamente nada. Uma aula é um evento online. Entretanto, um evento digital não é só uma aula online. Ele tem potencial pra se tornar muito mais que uma aula, palestra, congresso ou feira. Para nós, um evento online é um momento onde temos a atenção de centenas e, às vezes, até milhares de pessoas em que potencializamos o armazenamento dos conteúdos na memória dessas pessoas por criarmos uma experiência mais marcante.

Sete erros mais comuns na hora de planejar um evento

Elencamos sete erros mais comuns na hora de planejar um evento (tornando-o extremamente chato). Vamos lá:

(1) Quando o conteúdo sobrepõe a forma, ou seja, quando a passagem de conhecimento centralizado e unilateral domina os momentos de interação com o público;

(2) Não conhecer o público ou os interesses do público: coisas simples como idade e familiaridade com tecnologia já são indicadores importantes para se levar em consideração, pois é comum pessoas terem dificuldade de acessarem ou interagirem com o evento online;

(3) Tentar controlar a jornada do participante: se o participante tem várias opções do que fazer no seu evento é um pouco “brochante” impedí-lo de acessar ou bloquear conteúdos para que ele veja somente aquilo que você quer que ele veja;

(4) Silêncio constrangedor: Em um evento online você está concorrendo com o Youtube, o Twitter, o Medium, etc… em uma live o silêncio constrangedor é um momento em que a atenção do participante se dispersa. Uma dica é ter um mestre de cerimônias ou pelo menos uma tela de transição com música entre os conteúdos;

(5) Áudio ruim: a imagem pode até falhar de vez em quando, mas se o áudio falha ninguém vai entender nada. Garanta que os palestrantes estão com seus dispositivos em pleno funcionamento e que a internet dele ou de quem estiver gerenciando a transmissão não caia (dica: tenha um computador reserva ou uma pessoa de prontidão para caso isso aconteça);

(6) Palestras desalinhadas com a expectativa do participante: quando o conteúdo da palestra ou aula não condiz com o título dela ou com a temática do evento o motivo inicial do interesse daquele indivíduo naquela palestra se dissolve;

(7) Não dar espaço para o público interagir: se somente o palestrante fala, qual a diferença do participante vivenciar o evento online e só assistir a gravação depois?

Gamificação

A gamificação – termo muito recente e pouco utilizado neste mercado, mas com um potencial incrível, justificado pela evolução dos games – tem sido apontada como um dos grandes trunfos para tornar os eventos digitais mais atrativos e menos chatos.

O fato é que sempre teremos a chance de fazer as coisas de uma forma mais fácil ou mais impactante.

Procure a gente, que será um prazer encontrar a melhor solução para o seu evento digital!

Produção de Conteúdo:
PROTIVA COMUNICAÇÃO
Texto: Flávio Resende
Revisão e Edição: Flávio Resende
Data: 06/01/2021

A Ekoá Jogos e Gamificação tem como propósito elevar a realidade das empresas colocando as pessoas no centro da experiência.

Criamos experiências que fundem o mundo físico e o digital de forma a promover o engajamento e atingimento de objetivos corporativos.

 

 

 

 

2021-01-11T15:04:04-03:00